As dúvidas passeiam sobre a estrada inacabada. Tudo é muito pouco. Por ser pouco, sempre falta. E falta ar por aqui. Ou mais que isso. Faltam caminhos. O certo talvez seja a coisa mais incerta que nos cerca. Faltam novos horizontes. Faltam alegrias menos maquiadas. As tristezas são cinzas. Mas nem todo cinza é triste. Nem toda certeza é certa. Nem toda palavra é sincera. As mentiras não são mentiras se não queremos mentir (?). É mais forte. É mais fraco. É mais nada. A dúvida é o primeiro, e maior passo para as descobertas. Mas sem excessos. Mas sobra excesso. E por ser muito, é negativo. Os seus risos são sinceros? Meus rabiscos ainda seriam honestos? Pra que serve tudo, quando tudo é quase nada? Pra que serve? Você pode estar aí. Ou não. Pode responder. Ou não. Pode me ligar, me atender, conversar, entender. Ou não. Os sonhos são cinzas. Ou a realidade é cinza. Talvez o quadro seja cinza. E só cinza. Falta cor mesmo nas suas fotos mais coloridas. Ou os meus olhos não são mais capazes de enxergá-las. Não sei direito o que já vi. Mas lembro dos sonhos, dos dias, dos textos, dos recados. Lembro das palavras distraídas, disfarçadas. Das madrugadas, das poucas coisas que viraram muitas. Pelo menos por aqui.

[continua?]