Tardes de domingo [I]
Julho 28, 2008
Nostalgia, falta, saudade. Saudade de coisas que nem aconteceram. E que talvez nem aconteçam. Tudo acaba voltando ao mesmo lugar. Literalmente. Ao mesmo lugar. E não sei mais o que é real. É uma felicidade maquiada. Ou uma tristeza manipulada. Não sei. Parece que as dores são construídas passo-a-passo. Para doer cada vez mais. As lembranças, as conversas, as tristes-e-belas-recordações. É bom e ruim ao mesmo tempo. É contraditório. É um montão de coisas. A realidade se mostra nas pequenas coisas. O caminho quase sempre é belo. O caminho acaba tornando-se o principal. Mais que ‘pra onde estamos indo‘. Vale o ‘ por onde estamos indo‘. Pelo menos por enquanto tem sido assim. É bom refazer os antigos trajetos que se tornaram tão costumeiros. O ônibus segue lentamente. E da janela, quase fechada, vejo árvores com poucas folhas. Quase secas. Vejo folhas coloridas espalhadas pelo chão. E tudo com trilha sonora. O que só faz aumentar a alegria-angustiante-das-tardes-de-domingo. Ônibus, pouco sol, fim de tarde, árvores, folhas espalhadas e a canção que fala sobre renovação. Talvez não tenha do que reclamar. Mas a confusão está mesmo é no ‘embaraço de sentimentos, de sensações.’.
O Quadro (n°2).
Julho 20, 2008
Como um quadro que pintei
Fiz nascer as suas cores
Os delírios encardidos
Repaginei as minhas dores
A angústia não se vai
O seu sorriso que me traz
Uma doce confusão
[ interrogação ]
Julho 18, 2008
OQ?
Julho 15, 2008
Eu penso. E penso na incapacidade de pensar que move a nossa digníssima sociedade hipócrita. A irritação é cada vez mais constante com a IGNORÂNCIA disfarçada de simpatia. Ou seja lá do que for. O mais triste é ver a difusão da ignorância. Isso mesmo. Jovens com uma vida acadêmica ?invejável? esquecem tudo que ?aprenderam? nos livros e agem de forma estúpida. A busca é cada vez menor. Não existem sonhos, não existem ideologias, não existe vida-além-dos-incríveis-contos-de-fadas-que-nos-são-empurrados-guela-abaixo. O comodismo talvez seja a palavra mais adequada para representar a sociedade que cultua ex-BBBs e se quer lembra em quem votou. Os livros são deixados de lado, a cultura é trocada por qualquer futilidade mais popular. A revolta de poucos por dias melhores é vista como loucura por muitos. A capacidade de compreender a alienação coletiva faz-se cada vez menor por aqui. Pessoas são diferentes. Os projetos são diferentes. Os sonhos são diferentes. Os ídolos são diferentes. A vida é assim. Normal. Mas o que traz mais revolta é a ausência de tudo isso. Os dias seguem iguais. A mediocridade parece dominar. Falta um monte de coisa. E não dá pra simplesmente fingir que nada acontece. Não dá pra ignorar o quão perto do chão estamos. É triste. Estamos caindo sem se quer tentar uma reação. Enquanto isso… nada acontece.
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Julho 14, 2008
Cores, filmes, dias, sonhos, canções, madrugadas, pensamentos, acordes, pessoas, passos mais lentos, porém, mais eficazes. Menos sonhar. Mais viver. Mas viver com sonhos. Com pequenos detalhes. Com rabiscos de idéias (…)
Voltando. (Ou planos pro mês 7).
Julho 9, 2008
Começando de novo. Ou recomeçando. Comentando fatos de dias frios. Criando. Contando. Livros. Espaços. Vazios. Muita coisa. O centro da cidade é frio. Mas com boas companhias fica ainda mais agradável. Ainda mais sim, porque o frio é agradável. Desagradável são as pessoas frias. As palavras duras. Voltando e riscando algumas coisas. Promessas que se apagam. Certezas que ecoam no silêncio das madrugadas. Depois das 03h00min o silêncio é mais amplo. O silêncio é bom. Mas também é triste. Um monte de coisa é assim. Talvez isso sirva como filosofia de vida. As coisas são boas e são tristes. As contradições permanecem. As canções com frases limpas também. E permanecerão por muito tempo. Voltando e tentando entender as mesmas coisas de sempre. Ou tentando entender que as coisas não são feitas para serem entendidas. A vontade de criar é grande. Mas pra criar é preciso organização. Então lá vai, voltando e prometendo mais organização daqui pra frente. E principalmente, voltando sem esperar nada. De ninguém.