Tardes de domingo [I]

Julho 28, 2008

Nostalgia, falta, saudade. Saudade de coisas que nem aconteceram. E que talvez nem aconteçam.  Tudo acaba voltando ao mesmo lugar. Literalmente. Ao mesmo lugar. E não sei mais o que é real. É uma felicidade maquiada. Ou uma tristeza manipulada. Não sei. Parece que as dores são construídas passo-a-passo. Para doer cada vez mais. As lembranças, as conversas, as tristes-e-belas-recordações. É bom e ruim ao mesmo tempo. É contraditório. É um montão de coisas. A realidade se mostra nas pequenas coisas. O caminho quase sempre é belo. O caminho acaba tornando-se o principal. Mais que ‘pra onde estamos indo‘. Vale o ‘ por onde estamos indo‘. Pelo menos por enquanto tem sido assim. É bom refazer os antigos trajetos que se tornaram tão costumeiros. O ônibus segue lentamente. E da janela, quase fechada, vejo árvores com poucas folhas. Quase secas. Vejo folhas coloridas espalhadas pelo  chão. E tudo com trilha sonora. O que só faz aumentar a alegria-angustiante-das-tardes-de-domingo. Ônibus, pouco sol, fim de tarde, árvores, folhas espalhadas e a canção que fala sobre renovação. Talvez não tenha do que reclamar. Mas a confusão está mesmo é no ‘embaraço de sentimentos, de sensações.’.

4 Respostas para “Tardes de domingo [I]”

  1. Renata Ferri disse

    Daniel Barros,
    seus textos sao tao maduros pra uma pessoa tao jovem.
    Eles sao muito bons.
    Bjs,
    Rê!

  2. Marcelo disse

    parabens cara, OTIMO texto!
    tudo que ta ai escrito é tão verdade.

    abs.

  3. Marcelo disse

    esqueci de dizer, te adicionei nos favoritos do meu blog o/

  4. a. fê; disse

    Escrevi um texto uma vez falando sobre domingos e todas as sensações, não tão boas de se sentir que ele impõe…O derenrolar do texto abordava outros assuntos, mas a temática de ambos são parecidas. Lembro bem, que um dos comentários, do Jon por sinal, foi que os domingos não eram tão diferentes… E agora lendo aqui, o que antes era pura teoria, acaba ganhando uma dose extra de realidade, os domingos realmente tem algo de diferente… Talvez por representar começo, nos faz lembrar dos meios, e dos fins.
    Após ler este texto vou lembrar sempre de algumas frases que li, são tão reais, tão parte dos meus dias e pensamentos, que chego a me surpreender.

    . E não sei mais o que é real. É uma felicidade maquiada. Ou uma tristeza manipulada.
    Essa é uma delas.

    Rapaz, você escreve muito bem, muito bem mesmo.
    Não precisa me agradecer pelos comentários(se quiser pode chingar pelo
    tamanho deles, rsrs) , eu simplesmente adoro ler o que você escreve.

    Obrigada pelos elogios,

    beijos :*

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