Reflexos.
agosto 15, 2008
Bom é caminhar nas ruas barulhentas do centro da cidade. Comprar livros baratos, ver filmes raros, que sei lá por que são esquecidos nas grandes prateleiras do ccbb.
Aprender com as interrogações. Observar o chão, as pessoas, o céu, os carros que passam apressados, os ônibus que param fora dos pontos.
Bom é se encontrar nos olhares alheios, nos olhares soltos, dispersos no ar. E encontrar sorrisos nas tardes movimentadas.
Entrar e sair de prédios com construções antigas. Pensar na pressa que rege toda a engrenagem sócio-econômica das grandes metrópoles.
Bom é viver. Viver aproveitando pequenas-grandes-coisas. E, principalmente, aprender a sorrir com sinceridade, com vontade, com sonhos, e com todas essas coisas de sempre.
Precisa-se: “Organizador de idéias”
agosto 9, 2008
Pra perceber o caminho, é preciso caminhar. E caminho. Construo mil coisas, enquanto faço duas ou três. Imagino cenas. Tentando fazer valer cada detalhe. Mas as construções são esquecidas com o tempo. Digamos que a memória não contribua muito com a quantidade de sonhos e projetos. Idéias são construídas, planejadas e esquecidas. Precisando de um “organizador de idéias”. Acho que é só isso que falta, pra tudo ser como o planejado!
[ terça ].
agosto 5, 2008
O intervalo entre os pensamentos e as ações precisa ser menor. Essa é uma das quase-certezas de hoje. Terça de reflexões. De raiva com o que está ao redor. Com um monte de coisa pra ser dita, pra ser feita. Agora vou lá, aproveitar o que fim de tarde pode oferecer.
Assim, vamos?
agosto 1, 2008
O mundo gira. Vai girando. Segue girando. E de vez em quando acaba no mesmo lugar. O começo lembra o fim. Que por sua vez, lembra um outro começo. Assim, segue. Assim, vai. Vamos? Vamos pra qualquer lugar que você queira ir. Verdades são traçadas. Mas é vão. Ofereço dúvidas e certezas. Você escolhe o que quer levar. Só você pode escolher. E mais, pode escolher o que quiser. Passeios nos dias nublados, filmes com legendas, você que sabe. Andar é sempre bom. E andar pra frente é digno.
Traço certezas. E apago. Traço verdades. E rabisco. Traço planos. E escrevo. Imagino o futuro. Crio o futuro. Inverto o passado. Re-crio. Com medos, com sonhos, com tentativas, com invenções. Talvez eu até saiba das coisas. De algumas coisas. Talvez poucas.
Repito argumentos. Te invento. Apago. Mas não tudo. Não dá pra apagar tudo. Mas tento. Só não sei o que tento. Talvez não lembre. Talvez você não lembre. Talvez ninguém lembre de nada. É filosofia. São contos!? São tontos. São. E somos. Mesmo sem perceber, somos. Somos um monte de linhas, de planos. Estações. Luzes. Rio. Eu rio. E choro. Imploro. Não sei. Talvez não lembre. Talvez. Tudo depende de como estamos olhando. Talvez seja só isso. É simples. É vago. É fácil. E complicado demais pra tentar entender. Viver. Sim, viver! Entendendo ou não. Mas observando. Criando. Tentando. Seguindo.
E assim, vamos pra onde você quiser. Vamos sorrindo. Por mais que sejam caminhos opostos, sorrimos. Porque o mundo gira. Vai girando. Segue girando. Assim, vai. Assim, vamos?