Idéias

setembro 12, 2008

Idéias cruzam o caminho que torna real, o imaginário.

Anúncios

Os novos dias têm traços de velhos dias. E assim o tempo passa. Voltando pra coisas antigas que não foram terminadas. E quase tudo permanece igual. A começar pelos lugares, pelas pessoas, e por alguns desejos.

Só que dessa vez parece ser melhor.

A capacidade de percepção é bem maior. A forma de enxergar o mundo também mudou. Ou talvez sempre tenha existido dessa maneira. Mas faltava espaço pra perceber, pra viver mesmo, percebendo e projetando detalhes que são pequenos, porém, maiores que muitos sonhos descartáveis.

Mudo cores, fotos e caminhos. Volto pra livros antigos, cursos antigos, e claro, as canções também são re-visitadas. Mas tudo com perspectivas diferentes. São maiores dessa vez.

Talvez eu não soubesse, mas o tempo faz mesmo isso. Faz com que as coisas aparentemente sem sentido, ou complexas demais, acabem se tornando simples, e mais que isso, felizes!

Saber aproveitar ao máximo cada pequena-revolução. Sem deixar que o tempo, que passou, faça das coisas bonitas, coisas velhas, ou cansativas.

Pra isso, existe a mudança! Pra não deixar que o cansaço se torne maior que os sonhos.

Enquanto isso vou levando, tentando aproveitar o melhor de cada nova-fase, ou ciclo, ou qualquer coisa que o valha. Aproveitando cada página lida dos antigos-novos-livros. E pensando na vida enquanto caminho na quase chuva da quinta-feira à noite.

Observando à revolução no céu, que faz com que as cores se alterem, na transição da tarde pra noite. Num Domingo que tinha tudo pra ser só mais um domingo.

Se bem que qualquer dia pode ser ‘só mais um dia’. Aí vai da imaginação de cada um. E da capacidade de transformar o comum, em fantástico.

Ou pelo menos agradável. O que já está de bom tamanho.

Reflexos.

agosto 15, 2008

Bom é caminhar nas ruas barulhentas do centro da cidade. Comprar livros baratos, ver filmes raros, que sei lá por que são esquecidos nas grandes prateleiras do ccbb.

Aprender com as interrogações. Observar o chão, as pessoas, o céu, os carros que passam apressados, os ônibus que param fora dos pontos.

Bom é se encontrar nos olhares alheios, nos olhares soltos, dispersos no ar. E encontrar sorrisos nas tardes movimentadas.

Entrar e sair de prédios com construções antigas. Pensar na pressa que rege toda a engrenagem sócio-econômica das grandes metrópoles.

Bom é viver. Viver aproveitando pequenas-grandes-coisas. E, principalmente, aprender a sorrir com sinceridade, com vontade, com sonhos, e com todas essas coisas de sempre.

Pra perceber o caminho, é preciso caminhar. E caminho. Construo mil coisas, enquanto faço duas ou três. Imagino cenas. Tentando fazer valer cada detalhe. Mas as construções são esquecidas com o tempo. Digamos que a memória não contribua muito com a quantidade de sonhos e projetos. Idéias são construídas, planejadas e esquecidas. Precisando de um “organizador de idéias”. Acho que é só isso que falta, pra tudo ser como o planejado!

[ terça ].

agosto 5, 2008

O intervalo entre os pensamentos e as ações precisa ser menor. Essa é uma das quase-certezas de hoje. Terça de reflexões. De raiva com o que está ao redor. Com um monte de coisa pra ser dita, pra ser feita.  Agora vou lá,  aproveitar o que fim de tarde pode oferecer.

Assim, vamos?

agosto 1, 2008

O mundo gira. Vai girando. Segue girando. E de vez em quando acaba no mesmo lugar. O começo lembra o fim. Que por sua vez, lembra um outro começo. Assim, segue. Assim, vai. Vamos? Vamos pra qualquer lugar que você queira ir. Verdades são traçadas. Mas é vão. Ofereço dúvidas e certezas. Você escolhe o que quer levar. Só você pode escolher. E mais, pode escolher o que quiser. Passeios nos dias nublados, filmes com legendas, você que sabe. Andar é sempre bom. E andar pra frente é digno.

Traço certezas.  E apago. Traço verdades. E rabisco. Traço planos. E escrevo. Imagino o futuro. Crio o futuro. Inverto o passado. Re-crio. Com medos, com sonhos, com tentativas, com invenções. Talvez eu até saiba das coisas. De algumas coisas. Talvez poucas.

Repito argumentos. Te invento. Apago. Mas não tudo. Não dá pra apagar tudo. Mas tento. Só não sei o que tento. Talvez não lembre. Talvez você não lembre. Talvez ninguém lembre de nada. É filosofia. São contos!? São tontos. São. E somos. Mesmo sem perceber, somos. Somos um monte de linhas, de planos. Estações. Luzes. Rio. Eu rio. E choro. Imploro. Não sei. Talvez não lembre. Talvez. Tudo depende de como estamos olhando. Talvez seja isso. É simples. É vago. É fácil. E complicado demais pra tentar entender. Viver. Sim, viver! Entendendo ou não. Mas observando. Criando. Tentando. Seguindo.

E assim, vamos pra onde você quiser. Vamos sorrindo. Por mais que sejam caminhos opostos, sorrimos. Porque o mundo gira. Vai girando. Segue girando. Assim, vai. Assim, vamos?

Tardes de domingo [I]

julho 28, 2008

Nostalgia, falta, saudade. Saudade de coisas que nem aconteceram. E que talvez nem aconteçam.  Tudo acaba voltando ao mesmo lugar. Literalmente. Ao mesmo lugar. E não sei mais o que é real. É uma felicidade maquiada. Ou uma tristeza manipulada. Não sei. Parece que as dores são construídas passo-a-passo. Para doer cada vez mais. As lembranças, as conversas, as tristes-e-belas-recordações. É bom e ruim ao mesmo tempo. É contraditório. É um montão de coisas. A realidade se mostra nas pequenas coisas. O caminho quase sempre é belo. O caminho acaba tornando-se o principal. Mais que ‘pra onde estamos indo‘. Vale o ‘ por onde estamos indo‘. Pelo menos por enquanto tem sido assim. É bom refazer os antigos trajetos que se tornaram tão costumeiros. O ônibus segue lentamente. E da janela, quase fechada, vejo árvores com poucas folhas. Quase secas. Vejo folhas coloridas espalhadas pelo  chão. E tudo com trilha sonora. O que só faz aumentar a alegria-angustiante-das-tardes-de-domingo. Ônibus, pouco sol, fim de tarde, árvores, folhas espalhadas e a canção que fala sobre renovação. Talvez não tenha do que reclamar. Mas a confusão está mesmo é no ‘embaraço de sentimentos, de sensações.’.

O Quadro (n°2).

julho 20, 2008

Como um quadro que pintei
Fiz nascer as suas cores
Os delírios encardidos
Repaginei as minhas dores

A angústia não se vai
O seu sorriso que me traz
Uma doce confusão

julho 18, 2008

Os dias são confusos.

E eu, confuso.

Confundo as coisas.

[17/07/2008]

[ interrogação ]

julho 18, 2008

As lembranças são escolhas

(?).